Amarguradamente sigo os passos de uma trajetória de escravos brancos, pessoas sem qualquer código de ética ou mesmo amor eterno. Eu conheci os dois amores mais esquisitos da minha vida: o da minha mãe e o meu. Queria falar de coisas boas, mas falar de amor é sempre ter que falar de dor, decepção, amargura. Os autores da minha idade só falavam coisas bonitas, quiçá falsas, de tanta beleza. O meu amor fala em preto e branco, fala em braile, fala de cadeira de rodas, fala em megafones surdos, fala, fala e ninguém ouve. Isso porque falar de amor não é tão simples como se imagina; falar de amor é falar de um certo deus, e se ninguém o conhece, minha amiga, aí eu só tenho a lamentar.
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