quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Florbela espanca, xinga e depois ama.

Singelas badaladas de outono. Lírios perfumados de um abraço apertado e uma xícara de chá gelado. Belos cachos da moça que dança, ferve... Transcende partituras anônimas de uma música irreal, porém vívida. Faz-se feto o ano inteiro pra brotar em fevereiro, chocolate meio-amargo num gosto secular. Absorve o eco de um amor profundo guardado por espelhos, tocado apenas por Deus. Permeia frases escritas nas paredes de vento e interpreta textos sólidos de qualquer bê-a-bá. Uma viagem a céu aberto, nenhuma escada, beijos pra torcida e quem sabe uma passagem de volta. Lá vai ela, ontem, pontual.


O relógio dela bate três; aqui dentro bate seis.


*Dedicado à Érika Cristiane.

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