bem blasé
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
O meu amor é do tamanho da xícara de café quente que uso. E ele dorme de rede, esperando, esperando.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Comofaz?
Por onde andam meus passos? Em que frio congelante eles estacionaram? Tanto tempo planejando a redenção e quando estamos próximos uma onda de medo e choque paralisam os passos firmes. Não tenho mais a coragem, a ternura e até a inocência útil daqueles tempos sem opções que, de certa forma, agora fazem falta. Vivi um paraíso sem concretá-lo em minha alma, fazê-lo parte de uma história real e presente. Agora são lembranças...
Me sinto nova e velha, tantas perspectivas a enxergar e a apatia dos dias quentes. Todo aquele papo que sua mãe fala aos treze é verdade, mas quando se passa dos vinte fica tudo borrado e o caminho se torna mais cauteloso; escolher não é mais tão fácil. Agora é a velocidade dos tempos, mostrando a todo instante as cores do seu medo estão passando fervorosamente e você nem se dá conta, nem percebe a sutileza das peças que só se encaixarão daqui há tempos. Ontem você sabia exatamente a combinação sapato-bolsa pra festa de logo mais; hoje você olha aquele guarda-roupa abarrotado e só enxerga peças brancas de tamanho único. De repente o mundo se torna o mundo em que seus pais vivem.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Seis e meia.
Conte um segredo a seu cachorro.
Mande uma carta aos carteiros,
presentes a Papai Noel,
receitas aos boleiros, médicos, farmacêuticos,
meninas de doze anos
apaixonadas pelos professor da escola.
Siga os detetives.
Reinvente os cientistas.
Dê aulas aos professores.
Reivindique as passeatas.
Mande pães aos padeiros.
Corra atrás dos maratonistas.
Embebede o garçom da esquina.
Ofereça um milagre a Deus.
Não se atreva a amar os escritores.
Não, nem pense nisso!