Pediu uma bebida. A última, prometeu.
Divagou pela rua rumo à casa,
sacrificou eucaliptos e alecrins,
banho quente depois das dez,
cama urgente,
tv ligada,
cães e gatos dormindo há tempos – inveja.
O álbum de fotos ainda estava na escrivaninha, Woolf marcada na p. 76 também. Nem uma coisa nem outra. Preferiu o barulho abstrato da TV, observar o sono dos bichos, pensar em algo bom para amanhã, ligar para, vírgula, o boa noite de sempre – já estava dormindo, mais um. Quase meia noite, meia vida se foi.
Era fã de palavras como.
Não sabia ao certo o significado disso, mas aprendeu que.
Sono chegando, palavras morrendo. E quando, sem mais, sonho e pesadelo se encontraram, dormiu.
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