Chegou cedo em casa. Bateu à porta sem dar atenção à campainha. Chamou pelo nome do amor, uma conversa sincera para dormir em paz. Beberam, trocaram alguns insultos presos à alma, se arrependeram das conquistas que trouxeram tragédias, olharam-se nos olhos, um sintilar de alegria irradiando, novas promessas para novos sofrimentos, momentos de futuro desapego, desejos contidos e realizados, metade das vidas de dois animais, alegrias subsequentes. Depois de algum tempo, tudo a mesma coisa, porque as máscaras ocultam, mas não apagam o disparar de um gráfico camuflado, para cima, para baixo - já não faz mais diferença quando a sobriedade não mais satisfaz.
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