quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Não. Vermelho não é a cor do amor. Não, outra vez. O amor não é transparente, posto que muda de cor freqüentemente, se esconde, faz pirraça, fotografa e caretinhas. O amor fugiu com medo da chuva, fugiu da sombra, do ombro amigo, das horas queridas. Então descobri que o amor é azul. O meu amor é de canecas com café bem quente em noite chuvosa e fria. O meu amor é hedônico, é macio, usa óculos e gosta de poesias. O meu amor é assassino - já me matou há tempos -, adora futebol, lê revistas, vai ao shopping, dorme até tarde e faz aniversário. Não é extravagante, na verdade é bem simples e discreto. Sem maquiagem, pouco perfume... O meu amor não tem idade, mas já é velho; não belisca, mas faz doer "vezenquando"; adoece e espirra quando a chuva avisa chegada. O meu amor é do tamanho da xícara de café quente que uso. E ele dorme de rede esperando, esperando...

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