Por onde andam meus passos? Em que frio congelante eles estacionaram? Tanto tempo planejando a redenção e quando estamos próximos uma onda de medo e choque paralisam os passos firmes. Não tenho mais a coragem, a ternura e até a inocência útil daqueles tempos sem opções que, de certa forma, agora fazem falta. Vivi um paraíso sem concretá-lo em minha alma, fazê-lo parte de uma história real e presente. Agora são lembranças...
Me sinto nova e velha, tantas perspectivas a enxergar e a apatia dos dias quentes. Todo aquele papo que sua mãe fala aos treze é verdade, mas quando se passa dos vinte fica tudo borrado e o caminho se torna mais cauteloso; escolher não é mais tão fácil. Agora é a velocidade dos tempos, mostrando que a todo instante as cores do seu medo estão passando fervorosamente e você nem se dá conta, nem percebe a sutileza das peças que só se encaixarão daqui há tempos. Ontem você sabia exatamente a combinação sapato-bolsa pra festa de logo mais; hoje você olha aquele guarda-roupa abarrotado e só enxerga peças brancas de tamanho único. De repente o mundo se torna o mundo em que seus pais vivem.
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